loja Lendo e Escrevendo: Dias de Despedidas (Jeff Zentner) #Resenha

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Dias de Despedidas (Jeff Zentner) #Resenha


"Cadê vocês? Me respondam."Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

Gláuce (querida melhor amiga), cadê você que nunca comenta nas minhas resenhas? Cadê você que não chega? Me dá uma carona para ir para casa? Vamos viajar cedo...vê se não atrasa, já está chegando? PARA! Não quero que você comente aqui se estiver dirigindo ...larga esse celular e só digite quando estiver estacionada. Esse parágrafo aí em cima meio desconexo para você que não conhece minha melhor amiga é um pensamento recorrente na minha mente depois que li “Dias de Despedida”.


Com uma narração em primeira pessoa conhecemos Carver num dos seus piores momentos, seus 3 melhores amigos morreram num acidente de carro, e ao que tudo indica o motorista está respondendo em SMS que Carver tinha acabado de enviar.
 “Espero que haja começos no meu futuro. Estou cansado de enterrar as coisas. Estou cansado de liturgias de fim.”

Pior do que perder de uma única vez seus três melhores amigos, é ser potencialmente culpabilizado judicialmente por isso, é ter que voltar para o colégio sem seu grupo, enfrentar a irmã de um dos garotos que morreu e o culpa pelo acidente, tudo isso misturado a eventuais episódios de ataques de pânico.

“Engraçado como as pessoas passam por esse mundo deixando pedacinhos de sua história para que as pessoas que conhecem carregarem.”

Não há uma receita de como enfrentar o luto, perder pessoas dói, só nos resta aprender a lidar com essa dor, porque apesar de lamentarmos por quem nos deixa é um pequeno valor a pagar por todas as memorias, todos os sorrisos, segredos e aventuras compartilhadas , toda essa conclusão é muito obvia em poucos capítulos do livro , embora o tema seja muito pesado ,a narração é fluida e se apegar aos personagens é inevitável.
 “Nossa mente busca causa e efeito porque isso sugere uma ordem no universo que talvez não exista, mesmo se você acreditar em algum poder superior.”

Mesmo com um tom muito melancólico de flashbacks quando Carver nos conta como eram seus amigos há um contraponto de conforto em todo o suporte que a família dele dá para a situação por qual o garoto está passando, com pais super presentes e preocupados e uma irmã incrível o caminho que ele escolhe para passar por todo esse trauma é fazer terapia e a terapia é uma das mensagens que me chama muito atenção, pois as vezes pode ser difícil admitir que se precisa de ajuda.

 Na maioria das vezes, a gente não guarda as pessoas que ama no coração porque elas nos salvaram de um afogamento ou nos tiraram de uma casa em chamas. Quase sempre, nós as guardamos no coração porque, em um milhão de formas serenas e perfeitas, elas nos salvaram da solidão.

Da mesma maneira que entendemos claramente que as vezes precisamos de ajuda para seguir em frente, entendemos que o processo de luto é diferente para cada pessoa e é aí que Jeff decide nos mostrar o o Carver passando 3 momentos/ 3 dias de despedida com as famílias dos amigos que se foram e a maneira que as pessoas se “despedem” dos que partem repentinamente é de rasgar o coração, então prepare o lencinho.

“- Vou te falar sobre o Deus que eu conheço. - Ela olha pela janela por um segundo, depois volta a me encarar. - Meu Deus julga uma vida inteira e um coração inteiro. Não nos julga por nossos piores erros. E vou te dizer mais uma coisa. Se Deus é alguém que nos faz andar numa corda bamba sobre as chamas do inferno, não estou nem aí pra cantar louvores pra ele por toda a eternidade numa nuvem prateada. Prefiro pular da corda...”

Esse com certeza teria sido um livro 5 estrelas se eu tivesse mais tempo para ler o livro, sinto que se talvez eu tivesse espaçado os dias entre os capítulos, absorvido os acontecimentos mais devagar, tudo teria me impactado ainda mais, é impossível não se colocar no lugar do protagonista, como seria a sua vida se de repente você perde se seus melhores amigos?

Dias de Despedida
Jeff Zentner
Editora: Seguinte
ISBN-13: 9788555340635
ISBN-10: 8555340632
Ano: 2017
Páginas: 392
AQUI


Ósculos e amplexos, Karina.




Karina, biomédica por formação e bookaholic por paixão!* Resenha escrita pela colaboradora Karina Carvalho especialmente para o Lendo e Escrevendo


Um comentário:

  1. Oi, Ká.
    Já li ótimas críticas sobre esse livro e, pela sua resenha, vejo que elas estavam certas! Acho bacana que o autor tenha se disposto a escrever um livro sobre o luto destinado para jovens. E parece ser uma história super emocionante!
    Vou anotar a dica!
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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