“O diário de Adão e Eva”, do qual apresentamos aqui as duas primeiras partes, pertence à última fase da carreira literária e da vida de Mark Twain.Foi publicado em 1906, um período de profunda depressão do escritor, por dificuldades financeiras decorrentes de investimentos mal-sucedidos e sobretudo por graves lutos familiares (em 1896, a filha Susy morreu de meningite; em 1904, faleceu a mulher Livy, depois de longa enfermidade; e, em 1909, foi a vez de outra filha, Jean).Desse estado de ânimo restam alguns vestígios em certos meandros menos aparentes do texto, que no entanto apresenta-se em seu conjunto como uma brilhante e divertida paródia, reconstruindo as relações entre os dois progenitores bíblicos da humanidade no Jardim do Éden.
O Diário de Adão
e Eva publicado pela Coleções Folha apresenta as duas primeiras partes da obra
de mesmo nome, nela conhecemos “Fragmentos do diário de Adão” e “Diário de Eva”,
que são narrativas em forma de diário (ok, ficou um pouco redundante se
considerarmos o nome do livro), na qual temos ciência dos sentimentos e ações
decorrentes da chegada de Eva ao Jardim do Éden, agora conhecido como Parque das Cataratas do Niágara.
