sexta-feira, 28 de junho de 2013

RESENHA – Comprometida (Elizabeth Gilbert)





Sequência de Comer, Rezar, Amar


A história de Comprometida começa 18 meses depois do fim do livro anterior, crônica sobre o ano em que a autora enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado até que se livrou de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo, sozinha. Nos últimos capítulos de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert conhece o brasileiro Felipe. Naturalizado australiano e divorciado, ele vivia na Indonésia quando conheceu Liz, 17 anos mais nova - é ele o "coroa" da dedicatória do novo livro escrita em português até na edição de língua inglesa. "Perto do fim da viagem, encontrei Felipe, que havia anos morava sozinho e tranquilo em Bali. O que veio em seguida foi atração, depois uma lenta corte e, finalmente, para nosso espanto mútuo, amor".
Como todos os que já passaram pelo divórcio, Felipe e Elizabeth, traumatizados, juraram, nunca, em nenhuma circunstância, casar novamente. "Felipe e eu já tínhamos até jurado fidelidade vitalícia um ao outro, embora em particular. O problema é que éramos sobreviventes de divórcios difíceis, e a experiência nos deixou tão feridos que bastava a ideia de um casamento formal - com qualquer pessoa, mesmo com pessoas tão legais como nós dois - para provocar uma sensação pesada de pavor", escreve a autora.


Que é que nunca fez planos, criou expectativas e ai, como uma virada inesperada do destino teve mudar tudo? Nessa continuação de Comer, Rezar, Amar a vida de Elizabeth vira de cabeça para baixo quando Felipe é proibido de entrar nos EUA e mandado de volta para a Austrália. Eles que nunca planejaram casar, mesmo que fosse um com o outro, tem apenas uma única saída para ficarem juntos: o casamento.


O livro se baseia na trajetória da autora tentando aceitar o casamento, aceitar não é bem a palavra, ela sabe que ama Felipe e que quer passar a vida ao lado dele, mas ela tem receio porque já estragou um casamento antes, não li o livro anterior só vi o filme, então só vou me basear nesse aqui, mesmo porque a resenha é desse, mas a situação é essa: ela tem um relacionamento solido com alguém que ama e com quem quer passar o resto da vida.ambos já foram casados e passaram por divórcios dolorosos, me parece que, mesmo com todo o amor que há entre eles esse fantasma de casamento, essa possibilidade de um casamento os assusta e eles os descartaram, pois caso contrario já estariam fadados ao fracasso.


“Então, onde é que ficamos? Por que preciso desse home? Só preciso dele, por acaso, o adoro, porque sua a companhia me traz alegra e consolo e porque, como me disse o avô de um amigo ‘às vezes a vida é dura demais para ficar sozinho, e às vezes a vida é boa demais para ficar sozinho’. O mesmo acontece com Felipe: ele também só precisa de mim pela minha companhia. Parece muito, mas é apenas amor.” p. 78.


Como disse antes, o casamento é a única solução deles, isso porque Felipe é brasileiro com nacionalidade australiana, e por causa de tantas idas e vindas aos EUA ele é proibido de retornar ao país, a única saída é solicitar um visto de noivo, e se for aceito voltar ao país e se casar com Lizzie.

O livro conta toda a trajetória deles, o único problema é que a autora começa a divagar e na maior parte das vezes ela começa a contar fatos históricos relacionados a casamentos e alguns trechos tendem a ser um pouco chatos, mas mesmo assim, é curioso já que muita coisa ali é de culturas diferentes e, eu não fazia a menor idéia, por exemplo, você sabia que:


“Na China, a definição de casamento já incluiu a união sagrada entre uma mulher viva e um home morto. Essa união era chamada de casamento fantasma. Uma moça de classe alta casava-se com um morto de boa família para selar laços de união entre os clãs. (...) Não havia caminho melhor para a autonomia de uma ambiciosa empresaria jovem do que se casar com um cadáver respeitável. Isso lhe dava todo o status social do casamento sem nenhuma das restrições e inconveniências da condição real de esposa” p. 58.


O livro é assim, possui momentos biográficos da autora, mas também fatos históricos e curiosidades dos povos e regiões visitados por eles durante todo o período de espera pelo visto.

Recomendo para quem viu o filme ou leu o livro anterior.

Livro: Comprometida
Autora: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
ISBN: 9788539000760
Formato: 16 x 23
240 páginas


Esse livro faz parte das leituras para o Desafio “Fuxicando Sobre Chick-Lits de 2013, no qual no mês de Junho deveria ler um chick-lit em cuja capa haja um casal, um coração ou qualquer referência ao amor, ao romance ou a se estar apaixonado.
 

Um comentário:

  1. Nossa, amei o primeiro livro e o filme, mas essa continuação é chata demais. Estou com o livro há semana e não passei da página 30. Fiquei decepcionada.

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