quinta-feira, 16 de abril de 2015

[Diário de leitura] Os Imortais de Meluha, de Amish Tripathi (2008)



Diário de leitura: Trilogia Shiva 1 - Os Imortais de Meluha

Como já antecipado pelo título, estou lendo o primeiro volume da trilogia Shiva, entitulado “Os Imortais de Meluha” lançado pela editora nVersos em 2014. Fiquei sabendo sobre essa saga há uns 2 anos atrás quando foi lançado na Índia e logo se tornou um best-seller no país de origem. E vocês devem se perguntar, por quê? Porque é genial, simplesmente. O autor, Amish Tripathi, criou uma narrativa que transforma o Deus indiano Shiva em um humano.

Nessas primeiras 100 páginas, muitas coisas acontecem.


Não quero contar pontos chave pois acredito que cada leitor deve descobrir o livro a sua maneira, mas já é possível ter uma visão humanística de Lord Shiva, como guerreiro e líder tribal. Porém, suas atribuições mitológicas também são representadas, por exemplo, pela dança indiana. O Deus é considerado um exímio dançarino na mitologia hindu e já nessas primeiras 100 páginas é possível entender a razão. Ele dança em forma de Nataraja, sua representação da dança divina e deixa os que o assistem sem fôlego.

Somos apresentados também à Meluha. Em uma narrativa fantasiosa, o autor constrói uma Índia que paira sob o tempo cronológico. A descrição de Meluha é algo grandioso, tecnológico, não condiz com a ideia de Índia rural que é passada no Ocidente.

Já situado em Meluha, Shiva resolve procurar uma dançarina de Brahma chamada Sati com quem se encontrou ao acaso durante o percurso para a cidade fantasiosa. Descobrimos então, em um diálogo entre os três governantes de Meluha que Sati é filha do imperador. Porém ela Shiva até então, não se encontraram novamente na cidade.

Finalmente, na página 100, já no capítulo 6, nos é apresentado os Vikarma, uma legião de pessoas que reencarnaram como sofredores, estão a pagar pelos pecados de suas vidas anteriores. Shiva, ao ver uma procissão desse grupo, se choca e começa a se questionar quanto os preceitos da nova terra.


Eu me surpreendi com a facilidade do texto e a fluidez da narrativa. A ideia de transformar um Deus hindu tão poderoso quanto Shiva em humano é ao mesmo tempo surpreendente e amedrontadora ao meu ver, pois abre as perspectivas de humanizar o mito e ao mesmo tempo quebra paradigmas religiosos, trazendo a lenda para mais perto de seus devotos. Estou bem animada com a leitura e em breve voltarei com a segunda parte do diário de leitura. Será que Shiva e Sati se encontrarão? O que Shiva descobrirá sobre a profecia do Neelkanth, o garganta azul?

Um comentário:

  1. Oi Dani, já tinha visto este livro e me interessado pelo enredo. Muito bom quando o texto além de prazeroso é de fácil leitura. Espero ler também.
    Bjs, Rose.

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