loja Lendo e Escrevendo: A Pequena Caixa de Gwendy | Stephen King e Richard Chizmar #Resenha

terça-feira, 9 de junho de 2020

A Pequena Caixa de Gwendy | Stephen King e Richard Chizmar #Resenha


A pequena cidade de Castle Rock testemunhou alguns eventos estranhos ao longo dos anos, mas existe uma história que nunca foi contada... até agora.Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

Falou Stephen king eu já quero, mas mais do que isso “A pequena caixa de Gwendy” nos leva de volta a cidade de Castle Rock cidade do livro “Zona Morta” e não tinha como não passar a leitura na frente da minha imensa pilha, não me arrependi.


No fim da escadaria do suicídio que leva ao parque Castle view a pequena Gwendy de 12 anos conhece Richard Farris, um senhor de chapéu e me um brevíssimo contato logo depois das apresentações, Farris dá a garota uma caixa com 8 botões que segundo ele, a garota não gostaria de apertar sem ter a intenção, tem alavancas na lateral e uma abertura no meio.

“Segredos são um problema, talvez o maior de todos. Pesam na mente e ocupam espaço no mundo.”

Uma das alavancas davam um pequeno chocolate me forma de animal que satisfazia a pequena Gwendy (que sempre comia mais do que devia) a outra alavanca lhe deu uma moeda de prata pura que valia uma boa quantia.

Sem muitas explicações o Sr. Farris se despede, deixando a garota como guardiã da caixa, com explicações muito vagas sobre o que aconteceria ao apertar os botões, o que a garota sabe é que o vermelho pode ser apertado mais de uma vez, que o preto não deveria ser apertado e que os outros 6 cada um representa um continente com exceção da Antártida, depois daquele encontro com o estranho senhor a garota começa a se dar conta que a vida começou a mudar para melhor.

“A caixa de botões não só dá poder; ela é poder. ”

King sempre flerta com o comportamento humano, eu poderia adiantar que meu comportamento seria apertar os botões, não me deem um caixa, minha curiosidade é muito maior do que qualquer consequência que a caixa poderia trazer, ainda que tudo nos leve a crer que grandes catástrofes pudessem resultar daqueles botões. A narração é bem fluida, sem muita enrolação em poucas páginas acompanhamos algumas situações da vida de Gwendy por 10 anos assim como o dilema de apertar ou não os botões.

“E, por um tempo, tudo fica bem. Ela acha que a caixa de botões está dormindo, mas não confia nem um pouco nisso. Porque, mesmo que esteja dormindo, ela dorme com um olho bem aberto.”

O plot é muito interessante, mas muito provavelmente você vai terminar o livro como eu, querendo mais, querendo a profundidade que só o king consegue naqueles calhamaços que tanto amamos, a parceria entre os autores fez com que o livro fosse desenvolvido em 1 mês, apesar de um livro escrito a 4 mãos não há quebra na narrativa.
Mesmo com um final corrido para uma história tão promissora todos os E, se? Que os autores deixam conosco valem muito a pena.

Livro: A pequena caixa de Gwendy
Autor: Stephen King e Richard Chizmar
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Suma de Letras
Páginas: 162
Nota:4/5





Karina, biomédica por formação e bookaholic por paixão!* Resenha escrita pela colaboradora Karina Carvalho especialmente para o Lendo e Escrevendo



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