Na última quarta-feira (14/01), a Netflix realizou o “Bridgerton: Season 4 Premiere Masquerade”, um evento especial para os fãs da série em celebração ao lançamento da quarta temporada. Realizado presencialmente em Paris e com transmissão mundial para fãs cadastrados no site do Tudum, o evento contou com entrevistas, novidades exclusivas e ainda ofereceu a oportunidade de assistir ao primeiro episódio da nova temporada com duas semanas de antecedência.
Um
atraso no início da transmissão fez com que eu perdesse boa parte do tapete
vermelho. Para quem quiser conferir esse conteúdo, recomendo o site do #Tudum e
perfis voltados para série. O lado positivo foi ter conseguido assistir ao
primeiro episódio completo da nova temporada — então vamos às minhas
impressões.
❗O texto a seguir contém
spoilers para quem não assistiu e/ou não leu o livro. ❗
Como
já se tornou marca registrada dos roteiristas e produtores, o primeiro episódio
deixa claro que a série continua apostando na mistura entre o conteúdo do livro
e elementos inéditos criados especialmente para a adaptação. O episódio
inicial, que se concentra nos acontecimentos dos três primeiros capítulos,
resgata momentos importantes do início da trama, mas altera a ordem dos
eventos.
Um
exemplo disso é o passado de Sophie, que é completamente deixado de lado neste
começo. A história se inicia com o retorno das famílias a Londres, colocando o
foco nos preparativos para o primeiro baile da temporada — o tão aguardado
baile de máscaras, onde os protagonistas se conhecem. Acompanhamos, então,
Benedict se encantar pela misteriosa dama de prateado, a pequena fuga deles
pelo baile e a primeira dança, também acompanhamos a fuga de Sophie que acaba
esbarrando em Araminta, apresentada tão desprezível quanto na obra original,
assim como uma de suas filhas. É só no final do episódio que somos apresentados
a parte de sua origem, claro que para Benedict esse mistério continuará por um
bom tempo.
Particularmente,
acredito que a escolha de omitir o passado de Sophie e inverter alguns
acontecimentos funciona bem para a narrativa. Além disso, é possível
identificar trechos que remetem ao livro ao longo do episódio (quando ele for
lançado oficialmente, trago os vídeos com os trechos certinhos, mas algumas
passagens já podem ser vistas AQUI). As músicas também estão bem
interessantes essa temporada, mas nada tão marcante quanto “Give Me Everything
(Tonight)” da terceira temporada, pelo menos não por enquanto.
Em
contrapartida, alguns pontos me incomodaram, começando pela inversão na
adaptação do terceiro e do quarto livros. Na temporada anterior, essa escolha
não pareceu causar grande impacto, mas agora a situação é diferente. A série
cria uma espécie de “relação” entre a Rainha e Penelope para manter a coluna de
fofocas ativa e garantir o entretenimento da monarca. Com isso, toda a trama
envolvendo Lady Whistledown soa excessivamente forçada e deslocada após as
revelações da última temporada da série.
De
modo geral, foi um bom episódio, mas sejamos realistas, estamos falando da
Netflix, então tudo é possível e o futuro incerto.
